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A ESCRITA PARA MIM É UM REFÚGIO. NUNCA SONHEI COM A IDEIA DE UM DIA    ESCREVER UM LIVRO, MAS ULTIMAMENTE TENHO PENSADO NESTA POSSIBILIDADE



 

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alkiria Chantre é uma jovem de 22 anos, natural da Namíbia com descendência Angolana e Cabo-verdiana. Atualmente reside em Portugal por motivos de formação académica, licenciada em Engenharia do Ambiente e mestranda em Turismo e Ambiente.

Walkiria, contou como começou a sua aventura pela escrita:  Sempre gostei muito de ler desde pequena, mas normalmente escrevo como forma de aliviar a dor, quando algo me incomoda bastante. A escrita para mim é um refúgio. Nunca sonhei com a ideia de um dia escrever um livro, mas ultimamente tenho pensado nesta possibilidade, principalmente voltada para os problemas ambientais, mais especificamente a Educação Ambiental.

Lançou recentemente o seu primeiro e-book, nestas palavras esmiuçou a experiência que teve: Superou muito as minhas expectativas, não esperava que as pessoas fossem gostar tanto. Tive um feedback muito bom e fiquei bastante satisfeita com o resultado.

Sobre o seu contributo à sociedade angolana Walkiria expressou: Não me encontro a viver em Angola, nem comecei a exercer ainda a minha profissão, mas acredito e espero que quando o momento chegar irei contribuir especialmente na conscientização ambiente das pessoas e voltando-me um pouco mais para as crianças em especial.  Atualmente o que posso e tenho feito é envolver-me, mesmo que de forma virtual com os jovens como eu, e transmitindo os meus conhecimentos e aquilo que acho que precisa ser abordado dentro do contexto angolano acerca dos problemas ambientais.



Walkiria, admira escritores nacionais, Rosa Soares e Pepetela. o Teólogo e Escritor Brasileiro Tiago Brunet.  

O que mais gosta nos seus escritos é:  a forma simples e sincera como eles refletem aquilo que de mais profundo tenho na alma, a verdade do meu coração, ou seja, aquilo em que acredito, os dilemas que se passam na minha cabeça e que muitas vezes outras pessoas passam pelas mesmas coisas.

“Tenho algumas ideias, por enquanto ainda só na minha cabeça, mas quem sabe mais para frente, sim, venha a publicar um livro”.

Sobre os bloqueios de escrita Walkiria, confessou: não tenho a escrita como uma profissão, mas sim como um hobby, então apenas costumo escrever quando sinto que devo, quando preciso me expressar sobre algumas situações da vida. Entretanto já tive alguns bloqueios em termos académicos e procurei superá-los, forçando-me a fazer aquilo que deve ser feito e não esperar pela motivação ou inspiração.

Preocupada com a aprendizagem, contou-nos quais cursos já fez para estar sempre a afinar o seu intelecto: este ano fiz o Curso Alma e Vida nas Palavras na Academia de Escrita de Rosa Soares. A experiência foi muito boa, inclusive foi durante esta experiência que percebi que poderia unir a minha Profissão como Engenheira e a minha paixão pela escrita. Surgindo então a ideia de escrever um E-book em complemento com o trabalho que tenho vindo a exercer nas minhas redes socais.

 

“Considero-me uma pessoa bastante organizada e metódica, vejo isso como uma qualidade por me tornar em uma pessoa responsável. Sou bastante perfeccionista o que pode ser uma qualidade, mas muitas vezes revela-se como defeito também, por impedir-me de fazer certas coisas quando sei que não vai ficar como espero. Outro defeito que tenho é a minha ansiedade excessiva”.

Walkiria, falou sobre a ideia de apoiar um movimento: Algumas pessoas identificam-me como Ativista Ambiental ou Ambientalista, mas particularmente eu acredito que os ‘’rótulos’’ só nos separam e dividem ainda mais, embora perceba o porquê de serem aplicados.  Luto por aquilo que acredito dentro das minhas possibilidades, independentemente de movimentos ou não ou talvez até de forma indireta e recentemente juntei-me como voluntária a EcoAngola (Organização não Governamental em prol do Ambiente).



Como angolana, recomendou um lugar para visitar: Não tive ainda a oportunidade de visitar muitas Províncias de Angola, deste forma, recomendo aquela que tenho mais conhecimento, a Província da Huíla, na qual cresci e vivi até aos meus 18 anos. Se ainda não tiveram a oportunidade de visitar, recomendo vivamente que o façam, pois não se vão arrepender. Desde ao Cristo Rei, Tundavala até as inúmeras cascatas, irão encontrar muitos lugares inspiradores seja para ler um livro ou quem sabe escrever também.

Por: Palmira Elias

Literacia Plus

 

 

 

 

 

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